sábado, 25 de dezembro de 2010

Manhã de Natal

Seis e meia da manhã. Mais precisamente seis e 47 para 48. Tudo que se vê nas ruas é o vazio, intercalado por uma pessoa ou duas voltando para casa. Por todo o caminho pode-se ver marcas da noite que passou.. Os carros desconhecidos parados à frente das casas, sem nenhum trânsito, manchas de líquidos que escorreram pelas rampas das garagens, pelos PASSEIOS e até às ruas, as casas habitadas mas silenciadas pelo sono dos inocentes que descansam suas pestanas para o dia que nasce. Mas aqui estamos nós, vagando, e mais uma vez divagando, diferente de toda a multidão. Mas, é claro, eu sou uma mera exceção, um sociopata. E o único som que ouço é o som dos pássaros transitando, como sempre tansitaram e cantaram. Som bonito. Para eles não existe feriado, não existe almoço de domingo, não existe Natal nem Jesus, seja ele menino ou adulto, e eles nunca se importarão com isso. E, por mais estranho que pareça, sempre viveram muito mais tranqüilos que qualquer um de nós, sem precisar de nenhuma evolução.

2 comentários:

  1. Nossa Júlio, totalmente surpreendente...
    adorei

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  2. Primeiro comentário!

    Valeu, Camila. É bom saber que gostam do que escrevo.

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