quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Howl of the Black Winds/Beasts of Death

O uivo dos ventos negros estremece os corpos das árvores na noite em que a lua é ocultada pela neblina cega. Tudo se escurece no caminhar ciclônico que forma a chegada das criaturas esquecidas. De terras perdidas, proibidas há muito, elas trazem sua força invencível até mesmo para os próprios deuses do Sol, que despenca no horizonte e concretiza o domínio dos caçadores. Bestas da morte, insaciáveis e imortais, cavalgam sobe a terra nas costas de mortos-vivos e ceifam a vida de qualquer um que possam achar. Elas sentem o cheiro, sentem o medo, sentem o sangue e a carne e os comem com seus corpos decompostos e os usam como armaduras. Nada sobrevive contra a lâmina do mal. Nada sobrevive contra a lâmina da escuridão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nightmare

Enquanto o homem abria a porta do quarto, eu podia ver a luz fraca que entrava da placa de motel do outro lado do estacionamento, esta que cortava alguns pedaços de escuridão que ainda permeavam e tentavam esconder o que se passava. Olhando para a direita, podia ver o corpo dela no chão, banhado em morte vermelha. Arregalava meus olhos, mas os contorcia pela dor de olhar para baixo e observar meus pés arrancados na altura do tornozelo. A serra elétrica ainda parava de girar na mão do vulto, enquanto ele continuava parado a olhar, esperando que eu reconhecesse o ambiente. Enquanto minhas mãos tentavam me ajudar a me levantar e ficar pelo menos sentado, o que não se mostrava possível, pude ouvir as seguinte palavras sendo ditas da direção da porta...

-Você até pode acordar de um pesadelo, mas nunca poderá acordar da sua vida.

Enquanto eu sentia o sangue fluindo pelos meus pés, concordei...

''Sim, minha mente está certa...''

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Frenesi Sangrento

As garras rasgam a carne, as presas miram a jugular e a boca é embebida pelo sangue que jorra das fissuras no corpo. O peso das patas rasga a pele enquanto os olhos, arregalados e obcecados observam a vítima pronta para o abate final. A força das mandíbulas sustenta uma evisceração frenética em movimentos famintos das facas que pulam da boca da besta. Sem reação, o alvo começa a ser devorado vivo, enquanto tenta resistir aos golpes na face, que desfiguram o semblante aterrorizado. As pernas estremecidas não são capazes de reação, e a alma se recusa a deixar o corpo. Nos jardins da manhã, não se espera o prenúncio da morte.

MORTE!! MORTE!! MORTE!!

Os tentáculos da fome não conhecem barreiras , a vontade não permite que parem! Não há escolhas nem alvos, só há vontade de assassinar! Bem-nascidos, mal-nascidos, velhos, jovens, recém-nascidos! Todos aqueles que se encontrarem com a fera terão o mesmo destino! Suas almas, pregadas aos corpos, sofrerão até o último momento, até o fim da devora! A fome de carne e a sede de sangue queimam, como queimam!

Não olhe para os lados, a morte está procurando...

Sacie a fome de matança!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Possuído pelo meu eu ressuscitado do Inferno

Houve um tempo de paz... Sim, ele existiu... E, nesse tempo, pensei que a presença dos anjos pudesse ser uma agradável comunicação, uma ajuda aos desavisados e desamparados... Em meio aos demônios eu os conheci, os reconheci e os amei enquanto salvadores de nossa reles discórdia.

Mas, como tudo nessa existência, este episódio também chegou ao seu fim. O conflito entre extremos sempre foi claro, mas a vontade de permanecer assim nos era forte demais para dizer algo. Anjos na escuridão, merecíamos todos uma chance. Mas não, não é assim que a vida e a morte funcionam...

Quando o tempo se fez necessário para o teste final, os anjos mostraram estar de passagem, e se foram para os céus, passando pela névoa obscura com suas asas ainda funcionais, a qual ainda não podíamos vencer...

''Mas os demônios não me abandonam... Me perseguem, me querem, me condenam... E eu quero que os demônios dominem-me e dominem o mundo... Quero ser a representação dos mesmos, se a luz deixar de ser acessível aos meus olhos...''

Agora, esta é a minha maior vontade...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Det Lys Aldri I Livet Orke

Escape through the gates to the stars...

Há lugares...
Há lugares...
Há lugares em que a luz não chega... Tais lugares são escondidos pela morte. Não a morte pura, simples. Mas a morte da mente, da vida, dos sentimentos... A luz só nos afeta em nossas máscaras mais rasas...

Há lugares onde a esperança e a luz do dia morrem... Onde a alma não suporta e se entrega aos demônios de outrora, a última pseudo-esperança da reconciliação com a sanidade... O resquício de sanidade em meio ao mar vazio da insanidade...

Há lugares...
Em que se pode ouvir os uivos interiores por entre as cascas de árvores antigas... Onde o espírito da noite é imperador, onde os sentimentos encontram esconderijo... "Então eu fujo, gritando por cavernas profundas e sombrias, mas eu ainda posso ouvir meus demônios me tentarem, rindo de mim.... Eu tento calar minha alma, mas eu ouço os meus próprios gritos, ouço os gemidos de dor na noite... Então eu desfaço o tapete da vida..."

Há lugares na vida...
Lugares claros como os cristais das cavernas iluminadas da manhã... Mas neles não se encontra conforto eterno... O conforto da vida está nos lugares... lugares estes impossíveis, impossíveis de fazer com que se encontrem... Enquanto os fantasmas da angústia se acumulam e pesam na perseguição dos resquícios de felicidade...

Há lugares onde tudo morre, lugares onde os demônios finalmente roubam as minhas sombras e a efemeridade da minha vida se conclui no destino à frente, inescolhível, imutável, inevitável... Atarracando-se aos pés da vítima e a puxando para o abismo. Nós começamos no topo da escada, e descemos... Descemos... Não há subida... Lutemos com ódio... Desçamos as escadas para enfrentar a aflição... Tornando-nos parte dela...

Escape através dos portões para as estrelas...

Os portões estão fechados. Foram fechado no fim da aurora dos tempos... Não se pode voltar... A luta infindável contra a morte foi o que restou...

domingo, 11 de novembro de 2012

Kathaarian Life Code

Noites desertas...
Quando foi que o sentido se perdeu? A fúria do passado que se perdeu nas mãos do destino... A Morte nos traiu, levou a esperança. A vida trouxe a decepção, e a profanação foi profanada. O código de vida, o ódio, a fúria dos olhos vermelhos, as matilhas noturnas que agiam como uma única mente mas pensavam como várias... Nada disso existe além dos remanescentes que andam sozinhos na névoa noturna, indistintos nas ruas da vida.

O sangue...
O sangue que antes corria vermelho, sinal da confirmação da existência e da abstração da vida, se tornou mero objeto dos artistas da oportunidade. O que antes era o código de vida e de morte, agora se transforma em disfarce para medrosos sem espírito.

Essa agonia...
O furto da magnificência do culto, que não mais se mantém vivo neste plano, mas sim no plano dos espirituosos seres que outrora se denominaram reis, e para os quais A Chama No Céu do Norte fora dedicada. A deturpação da mente coroada pela egrégora mortal da foice do medo, a queda do baluarte do submundo... Os próximos mil anos seriam nossos...



Darkthrone

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Perdido, há muito tempo...

As faint as deepest sleeper's breath
An echo came as cold as death
Long are the paths, of shadow made
Where no foot's print is ever laid

No moon is there, no voice, no sound
Of beating heart; a sigh profound

-Summoning