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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Para aqueles que choraram de decepção

 Não se sinta mal por chorar de tristeza, de decepção, de raiva... de ódio. O que você sente é o reflexo de quando, por um motivo ou por outro, esperamos algo de alguém - algo que consideramos muitas vezes simples - mas recebemos em troca o oposto, ou nada.

Pode parecer que a noite que agora te envolve é sombria e misteriosa, mas lembre-se que é durante as noites mais escuras que as estrelas aparecem para nos guiar. E que, se você continuar olhando para cima e para frente, essa escuridão servirá para te mostrar o brilho daquilo que realmente importa. Aquilo que sempre fará parte de você, que fará de você você, independente das suas expectativas e das outras pessoas.

É o seu caminho. É a sua motivação. É o seu sentido. É a luz que você sempre possuiu e que, por mais que às vezes pareça que os outros não veem, não só há muitos que a enxergam como também não é isso que importa, mas sim que você ande lado-a-lado com ela e a cultive, deixando-a te guiar e guiando-a em direção ao seu destino - ao seu futuro - seja ele qual for e quantas vezes ele mude.

Saiba que há muito o que se orgulhar de você, e que o que os outros fazem diz mais respeito a eles, assim como o que você fará a partir de agora, e como lidará com esse momento, dirá respeito somente a você. Se suas ações trouxerem mais pessoas para perto, ótimo. Se não, o resultado será o mesmo. Pois é por nós mesmos que vivemos e agimos, e não pela aceitação do outro. Fazemos o que achamos correto com o conhecimento que temos naquele momento, pois é isso que somos e que sempre seremos.

Quando a noite acabar, onde você estará?

sábado, 25 de maio de 2024

Xeper

 "Eu me tornei a mim mesmo"

Somente após a morte (ou à relegação à caixa de ferramentas da consciência) do ego é que é possível se tornar, completamente, aquele que se realmente é.

Todos temos momentos de acesso a esse estado, nos momentos entre os momentos. Entre os pensamentos, entre os sentimentos, na ponte, na transição, nos momentos de nada; entre a inspiração e a expiração, é que mora - escondido por nós mesmos - aquele que realmente somos.

Alguns chamariam de inspiração divina, outros de princípios, outros de conhecer o próprio destino, de uma forma de iluminação, conhecer sua própria Shambhala, se tornar seu próprio Deus, dentre outros infinitos nomes.

É quando sabemos que algo é certo, que será (ou pelo menos deveria ser) feito, que é parte de nós sem que precisemos raciocinar anteriormente, que encontramos momentos de nós mesmos. Eudaimonia.

É saber, a priori, quem realmente se é. É trazer para a superfície o ser, e não o ego. É fugir das amarras dos julgamentos baseados na identidade que se atribui, ou quer atribuir. É entender o que realmente importa para depois aplicar, através das emoções e dos pensamentos, as ferramentas que se possui para concluir o projeto (ou os projetos) que satisfazem as condições da própria existência. É conhecer a si mesmo.

Porém, isto só é possível se dermos tempo para nós mesmos. Se praticarmos nos libertarmos, pelo menos por alguns momentos, do mundo externo e dos pensamentos internos. É saber viver com o nada. É aceitar o nada e perceber o que surge a partir dele. É acessar um mundo onde só existe o ser. Não o "eu", mas sim o "Ser".

É realizar, sintetizar, montar as peças do quebra-cabeça, e entender que o que já foi e o que será não só não nos limitam como também não existem além de formas de transporte e do aprendizado, ou seja, não existem como forma definidora.

Abrace a espontaneidade do viver, aprenda o que é realmente se projetar e expressar no mundo. Não de forma hedonista, mas sim da forma real que já existe mas que muitas vezes não percebemos.

Torne-se a si mesmo. Xeper.







quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Estereótipos e contradições - Devaneios óbvios

Enquanto eu ouvia música hoje, me peguei refletindo sobre algumas coisas. Lá vai: 

Engraçado como, ao mesmo tempo em que tentamos nos afastar de estereótipos, são eles que regulam grande parte das nossas vidas - mesmo se estivermos cientes, e tentarmos agir de forma consciente, quanto a eles. São transformados através de uma lógica ferramental, em que cada categoria de pessoa possui uma utilidade, papel ou capacidade. É óbvio que isto vem de tempos imemoriais, em que estes papéis eram considerados (e muitas vezes realmente eram) essenciais para a sobrevivência de cada grupo, mas as consequências destas associações se estendem até hoje através ou dos papéis antigos ou de cargos novos, reforçados pelas ideias antigas.

Para esta análise, vou me deter aos estereótipos de gênero.

Para a lógica social atual as mulheres são vistas (dentre outras coisas) como detentoras da beleza, e está claro que isto permeia o seu dia-a-dia em sociedade de forma perene. Quando nós homens olhamos para as mulheres, é esperado pela norma social que vejamos nelas encanto, gentileza, suavidade, fluidez, graciosidade, entre tantos outros adjetivos que explicam o significado da palavra beleza. Por mais que em uma análise rasa isto possa parecer algo bom (principalmente se a pessoa lendo for homem), o problema está na precisão desta visão: é só isto que se vê.

Não se vê a arte, a inteligência, o esforço, as dificuldades, a velocidade, a sagacidade, a força, a resiliência, a criatividade, nem nenhum outro atributo. Não de forma desassociada do conceito do que é belo. Tudo está sempre ligado ao corpo, e mesmo quando as elogiamos pelo que são e fazem, quase sempre atrelamos tal admiração à estética pessoal do ser, quase que (quando não exatamente) como forma de cortejo. O foco está na perpetuação da espécie. Na reprodução e na valorização dos descendentes. Por isso, também, que seus pensamentos são muitas vezes descartados ou acachapados em detrimento de sua aparência. Esta última já basta e muitas vezes é a única característica desejada pelo outro lado da moeda.

Já nós, os homens, sofremos muito menos desse tipo de análise. Talvez por termos sido - e sermos até hoje - os detentores do maior poder sobre ela própria. Porém, não estamos imunes. Como é difícil olhar para si mesmo e perceber tais coisas, já aceito que minha análise aqui talvez seja mais equivocada do que no primeiro caso. Porém, é visível que o papel do homem recai sobre o conceito de força.

Não sempre a força simples, baseada em músculos ou quantidade de carga. Mas sim na capacidade percebida para a violência. Os homens quase sempre tiveram o papel de defender o grupo e de garantir que as fontes de sobrevivência seriam asseguradas para os tempos que virão, por quaisquer meios fossem necessários. Por isto, precisava ser capaz de, e estar preparado para a, violência.

Já nos dias atuais, estes dois casos se tornam uma espécie de profecia autorrealizável, cuja existência já é suficiente para garantir sua realização. Porque hoje, por mais que o homem não precise ser o defensor da capacidade de sobrevivência e a mulher não precise ser o molde das futuras gerações, há diversas pesquisas que apontam que as pessoas mais atraentes são mais bem-sucedidas. As mulheres não precisam ter filhos nem cuidar das casas, e os homens não precisam caçar nem lutar contra outros homens, porém ainda assim as mulheres consideradas mais "belas" e os homens mais "intimidadores" costumam ter a vantagem. Tanto no âmbito social, quanto no empresarial, quanto no amoroso. A companhia das pessoas consideradas como modelos sempre se faz mais aprazível e vantajosa.

Ou seja, por mais que os motivos atuais sejam outros, um pouco mais distantes de tempos antigos, os resultados ainda são semelhantes e os estereótipos ainda se mantém. Por mais que lutamos contra eles diariamente, é nos nossos instintos que muitas vezes as raízes dessas crenças estão afirmadas.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Vontade de poder parte II: mundo físico

Muito eu falo da força de vontade e da vontade de poder, porém - após eu passar anos sentindo a presença dela - só agora tomei consciência da vontade de poder em sua forma palpável, real, imutável, objetiva,  concreta, pétrea.

A vontade de poder que se manifesta no mundo físico: no mundo das coisas e não das ideias.

E é aí que realmente a entendemos. Quando não há necessidade de abstração ou metáforas, pois ela se faz presente diante de nós como objetos do mundo real que simplesmente não podemos. Não somos o suficiente para poðē-los. Nossa força se faz pouca, nosso poder insignificante, para sermos aquele que poderia.

Nos sentimos extraídos daquele mundo, pois dele não fazemos (mais) parte e quem sabe quando faremos. É aqui que vemos a força de vontade não como uma força mental mística e metafísica, mas como uma chama que deve alimentar nossas ações. É através dela que devemos agir no mundo palpável, se quisermos que nosso resultado também seja no mundo que se toca.

As portas da mente muitas vezes se abrem, mesmo que paraa conceitos simples e claros, quando os observamos e os analisamos em primeira pessoa.

domingo, 15 de outubro de 2023

Impaciência

Refém da cachoeira infame de estímulos, distrações, interesses, trivialidades, informações incompletas - e completas, embora raramente. Como que por uma escada espiral, mergulhei passo-a-passo neste funil psicológico; intencionalmente ou não, o caos e a decadência inevitáveis deste sistema monopólico fazem com que o fantasioso e o escapismo se tornem mais e mais interessantes. Buscando fugir da persistência da inabilidade de mudança, inabilidade esta exclusiva da maioria insignificante que se coloca à mercê de uns poucos, damos nossas vidas ao efetivo nada.

Desses estímulos nada provém, a não ser o vício da impaciência, do movimento falso porém continuo e da velocidade elevada que nos impede de parar por sequer um minuto para observar, ler, escrever, criar, nos manifestarmos - e esta lhes é a mais lucrativa - e sermos nós mesmos. Não decidem o que falamos ou fazemos, mas decidem sobre o que falamos e sobre o que fazemos. Assim como também decidem o que não fazemos.

Para mim, se tornou mais difícil escrever de forma não-reflexiva. Como evidente neste exato momento de minha escrita, só tenho escrito sobre o que me passa no momento. Longe está a criatividade e a exploração do inesperado e da invenção. Ainda é possível pescá-las, porém a linha deve ser longa e a pesca deve ser profunda, ambos requerendo uma paciência cada vez mais escassa e reduzida.

Reversível? Sim, assim como qualquer outro vício. Porém, sua facilidade e impensabilidade em sua condução o tornam cada vez mais sádico, pois é um vício que nada custo e que se encrusta em nossa realidade assim como o ar que absorvemos em nossos pulmões.

Longínquos estão os dias em que me bastava observar as chamas enquanto sons feéricos dançavam no ar em torno de mim. Longínquos estão os dias de meditação, criação, solitude, solicitude, honra, devoção, unicidade e mitologias individuais.

Longínquos para trás, em direção ao passado, e provavelmente longínquos para frente, em direção ao futuro. Porém, assim como a ametista presa dentro do geodo, é possível quebrá-lo e revelar, em nova forma espatifado porém talvez mais repleto de nuances e variações.

Muito me apetece a probabilidade e a responsabilidade pessoais de dar sequência a estes projetos de pensamentos, mas obviamente não é algo que me parece fácil. Principalmente se levarmos em consideração a necessidade de fazê-lo dia após dia, de forma totalmente consciente.

Porém, é isso que nos faz tão diferentes das demais espécies. A consciência com a qual realizamos nossas ações. Não devo deixar que esta também se esvaia, mas sim utilizá-la como o antigo martelo que eu jurei que utilizaria para arrebatar o metal da minha vida, porém agora para fender a rocha em que o cristal do verdadeiro valor da minha, enquanto minha, existência se encontra aprisionado

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/672232681898725326/


segunda-feira, 4 de julho de 2022

Precisar querer

Desde tempos primordiais, a destruição do homem pelo homem - de forma individual, pessoal ou coletiva - se resume em dois fatores: a necessidade e o desejo. A falta da primeira nos desespera por nos aproximar do nosso encontro inevitável com a nossa última visita, aquela que com a foice um dia nos despedaçará. Já a falta do segundo nos desaquieta por nos convencer de que, quando nos encontrarmos com tal visita, não teremos vivido o que poderíamos viver. Não teremos cumprido o nosso potencial e teremos jogado nosso tempo fora quando na realidade poderíamos ter sido plenos, melhores, mais alegres, mais cheios, mais "completos".

A necessidade é essencial em essência, pois nos liga à sobrevivência.

Já o desejo, o querer, possui garra tão poderosa que se torna irracional e absoluto, se torna um necessitar querer, algo que não é necessário mas que necessariamente toma todas as horas do nosso dia e que invade nossos pensamentos e polui, estraga, aquilo que outrora nos fazia contentes e alegres e completos. Não queremos o que queremos. Queremos querer o que queremos.

O querer é um vício. Nunca satisfeito, sempre se renova e cada vez mais forte. Conforme te puxa com suas garras e recebe ainda assim o sustento que te pede, percebe sua própria força e as torna maiores e mais afiadas.

Lutar contra o desejo constante é solitário, mas essa solidão passa. Tanto quanto sair da multidão e mergulhar em si mesmo é solitário. Parece criar um vazio, mas esse vazio repentino deve ser preenchido consigo mesmo. E, assim como este último, é só abrindo mão do que te prende em suas garras que é possível perceber que a vida e o mundo são infinitos em possibilidades e que o primeiro passo para seguir em frente é aceitar onde está e seguir com ambição, usando-a como ferramenta ao invés de se tornar você mesmo ferramenta do seu desejo.

Desire by Olivia Steele (2018)


quarta-feira, 21 de julho de 2021

Paralisia por análise

A falta de ação não existe. Não agir é decidir pelo ato de não fazer nada. Não fazer é tão consequente quanto fazer. Paralisia por análise extrema. Na verdade, uma paralisação por medo. Medo do imprevisto, do incerto, do erro e de lidar com consequências para as quais não se considera preparado ou com consequências inesperadas que podem ser piores do que imagina.
Nunca mais.
Não fazer muitas vezes é pior do que fazer, mesmo em suas consequências. Além de não trazer entropia para a situação, ou seja, de não levá-la a lugar algum e não resolver aquilo que está sendo analisado, ainda causa dúvida, insegurança, o arrependimento de não ter agarrado o que lhe era importante e a agonia de poder ter feito algo e ter deixado o medo, e não você, dominar a sua vida.
Pense em suas ações. As analise. Mas não deixe que esse processo impeça o caminhar da sua vida. O tempo passa e há aqueles que vivem 1000 anos em 60 e aqueles que vivem 5 em 100. Saiba quem você gostaria de ser e não se perca no caminho.





quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Solidão

 A solidão é um conceito engraçado.

Quando totalmente opcional, é capaz de trazer tranquilidade e de fortalecer a mente. É capaz de nos engrandecer e de fazer com que nos vejamos como autossuficientes ao ponto de transbordarmos e sentirmos que somos maiores que o mundo que nos circunda. Apequena os problemas e simplifica as soluções.

Porém, quando forçada, é a manifestação do martelo que bate em nossas cabeças quando tentamos sair da toca obscura para visualizar o mundo e suas vantagens. É a morte das opções e do futuro. É a sensação de não-pertencimento a nada e de desvalorização pura do si. Ela mostra, verdade ou não, o quanto somos inúteis, indesejados e descartáveis. Engrandece as fraquezas. Fortalece a dúvida. Nos afasta mais ainda da saída. É o vazio.

Paranoia paralisante.

Incerteza, insegurança e descostume.

As mesmas situações físicas, porém opostas onde realmente importa.



segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Nem longe nem perto... O círculo das eras

Como uma flor que nasce sobre as cinzas... Nos vales das montanhas vulcânicas e nubladas. Suas raízes, fixas no solo negro, se afundam a cada ano durante o período de claridade e suas irmãs surgem na extensão da poeira que dá vida em meio à escuridão ao mesmo tempo em que fantasmas de outrora vagam junto aos ventos sobre suas pétalas e sobrevoam os morros estabelecidos por erupções ao longo dos milênios.

Oh, manifestação da vida, sua jornada nesta terra é breve mas é eterna. É você que distorce e modifica ao passo que tira de um e transfere para o outro a energia de sua capacidade que se transforma em vontade inconsciente. O ar perturbado se movimenta ao longo do inspirar e do expirar das eras, o solo brota com a feição de outras vidas e as ondas tomam para si as praias enquanto devolvem para elas parte do mar.

Enquanto o solo é pisoteado pela magnitude da existência a jornada continua; o Sol mesmo não ultrapassando as nuvens do firmamento celeste ainda projeta a sua luz incandescente e queima o que foi e o que será, forçando a mudança e a rotação do círculo das estações. A vida se constrói em meio às vidas que não mais hão de existir e faz delas o seu sustento.

A aurora é não mais que um aviso do que está por se repetir e o crepúsculo é a sua gêmea e contrapartida. Vagante, a caminhada continua e o passo dos ciclos terrenos não para e não te para. Nascente e poente são pano de fundo para a resiliência e a busca da forma original. A viagem através de terra e tempo incessa e se dá de dentro para fora, porém com ambos em conformidade. Navegue, rumo à sua Kundalini, e se preciso abocanhe o Sol e as estrelas. Mas primeiro viva sob eles como as formigas vivem sob os ursos. Se sobre eles não há poder, se manifeste independente do que lhe é externo e faça com que as eras sejam as arquitetas das suas pontes.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

A insuportabilidade da vida

Às vezes percebo...
Percebo que viver se torna insuportável. Minha mente anseia por saber, por entender a motivação que leva a este infortúnio torturante, porém é ela mesma que aprofunda a faca e a prensa que esmagam o meu crânio e sufocam a minha alma, restringindo meus pulmões. É ela que me afoga enquanto lança a corda para resgate. A mesma corda que apronta para o enforcamento. Qual a racionalidade subconsciente e onde se originou tal busca e afeto pela mediocrização da vida e da experiência da continuidade da existência da consciência humana?
O viver em sociedade, embora às vezes necessário, polui a mente com tais pensamentos. A hiper-análise constante da pactuação dos seres e de suas vontades, desejos e maquinações reforça esta busca pelo apagamento da sobrevida.
Enquanto sozinho, o ser se fortalece em seu castelo interno, barra a sua mente e acende a chama de seu âmago, purificando-se dos pensamentos das finitudes. Mas é quando se abre e sai de si para percorrer e aventurar o mundo externo, em busca de novas (ou re-novas) experiências e conhecimentos e interações, é que deixamos escancaradas as portas da fortaleza, trazendo os antigos inimigos fortalecidos por novos aliados que habitam com o mesmo intuito dominador e destruidor. É através disso que me dominam a mente tais pensamentos, a volúpia mental pela não-existência e pela morte do sofrimento causado pela própria mente. A auto-sabotagem é o que me traz a vontade da morte da auto-sabotagem.

Liberte-me de mim mesmo.

domingo, 8 de abril de 2018

A insistência do vazio nas portas da mente

As doces legiões de imortais seguidores
A infinita fúria de outrora manifestada na chama da possibilidade
A loucura disforme, incansável, repetidora de angústias
A subida eterna da maré sufocante de insanidade e descrença

O desejo do passado, da morte e do vazio
O doce beijo do vazio e da morte das ideias
A morte da dor lancinante da alma que não descansa
Que a estrutura humana não compreende, não combate e não prevalece sobre
Que a superfície só demonstra de forma inevitável
Que o interior inunda e é inundado, perdendo o controle na aurora da tortura

A incansável disputa pela mente cristalina

Caos

Engano, traição, volúpia, perseverança, neutralidade
Consistência, eminência, decadência, desapego

A luz da manhã se apaga
O aspecto instintivo da existência murcha
Confusão substitui esperança
Arrependimento decompõe o futuro

E eu me apago perante a inevitabilidade da vida e da chama.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

He Who Breeds Pestilence

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações?!

Venham, espíritos infames, sádicos, nefastos! Caminhem, sigam a estrada trilhada por vossos anjos, trilhada ao arremessarem, por ordem de vosso senhor altíssimo, escondido por traz das nuvens e das espadas de seus algozes! Seja Lilith minha principal consorte, pois somos nós vítimas do mesmo destino. Seja a vingança nossa principal arma contra as hordas celestes. Anjos caídos, dormentes sob as rochas infinitas, expurgantes.

Demiurgos! Forças afogadas, renegadas no cerne das almas amaldiçoadas. Inveja! Inveja, a principal acusação, hipócritas! Dragão da discórdia, as hostes infernais subirão como a fumaça sulfurosa da acusação.

Apodrecidas, vossas almas serão meras prisioneiras de corpos imperfeitos, enquanto línguas de fogo consomem seu reino misericordioso, e seu deus é revelado uma farsa.

I was the first angel, loved once above all others... But like all true love... one day it withered on the vine...


domingo, 23 de outubro de 2011

Kill 'em All!

Escória da Terra! Raça infecta! Raiz do mal, do medo, de tudo que se fez mal e que pelo mal há de acabar. Das cinzas às cinzas. Essa é uma fênix que não renascerá! É hora de brandir as lâminas malditas. Cortemo-nos uns aos outros, fatiemo-nos uns aos outros. Empunhe sua arma e a enterre nas vísceras do seu inimigo e, ao mesmo tempo, semelhante. Se tiverem sorte, os esporos da destruição invadirão seus poros enquanto o sangue escorre pelos buracos abertos, pelos corte forçados, pelo corpo rasgado. Todos morreremos nesse dia. Anjos, demônios e, principalmente, humanos inutilizados, incapazes de serem recriados das cinzas que uma vez os criaram. Mas, no fim, todos os olhos continuarão intactos, somente para que vejam a verdade, a verdade que se encontra estampada no sofrimento da carne e do espírito. O fogo da guerra queimará sobre as fossas nas quais se encontram, e a gordura humana crepitará sob a cortina de miríades de prédios deformados e à sombra de milhares de facas canibais, prontas para abater qualquer ser inválido que fique no caminho do desespero. Não haverá risadas ensandecidas por parte de nenhum de vocês, pois vossa mente se fará negra, consumida pelos ventos tóxicos que suas próprias mentes criaram. Morramos todos! Acordem! A morte vos espera, e o sofrimento vos levará até ela...

terça-feira, 19 de abril de 2011

NUKE

Ruas radioativas infestam as cidades, infestadas por sua vez por pessoas que, em meio às explosões nucleares, fingem descobrir seu próprio núcleo. O líquido químico verde inunda os becos e calçadas, transformando todos os arredores em massa cinza, e todo aquele que anda se identifica com um zumbi. Sim, os olhos estatelados e ausentes, os movimentos moles, a boca semiaberta e uma vida sem porquê, sem motivo. A cada dia que passa, o mundo se degenera mais, ao passo em que a alma humana abandona o corpo, impreciso, desnecessário. O fim está próximo.