Eu voltei! Mas por quanto tempo?
Leia e veja. Veja os corpos voando, os olhos chorando e os corações derretendo. Mas também veja as tardes sonolentas e inquietantes de domingo, tão depreciadoras quanto podem ser. Assistamos juntos o fim das eras, o fim da criatividade...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Vingança!
As Hordas Negras dos Senhores da Angústia marcham na direção dos impérios divinos. Os caninos das crituras incontáveis rasgam matéria e tempo enquanto deixam sair gritos horripilantes de ódio. Por onde passam, as trevas surgem onipotentes sobre suas cabeças e a terra se incendeia, em uma chama sem luz. Uma miríade de lanças, foices, alabardas e machados se levanta sobre a linha das cabeças dos soldados. Monstros galopam por entre seus pés, procurando seu alvo.
Eu estava lá. Eu participei de tudo. E, assim que as Hordas diabólicas passaram, nenhum anjo deixava de saber o significado da palavra dor, nem da palavra sofrimento. Seus corpos desvirginados alastrados, arrastados pelo chão pedregoso, suas asas arrancadas e seus pés decepados. A branquidão de sua luz ofuscada pelo vermelho do sangue e das chamas. Vermes adentrando seus corpos enquanto eles descobrem o que é ser subjugado e arremessado numa terra onde a morte habita, mas quem reina é a vingança.
Eu estava lá. Eu participei de tudo. E, assim que as Hordas diabólicas passaram, nenhum anjo deixava de saber o significado da palavra dor, nem da palavra sofrimento. Seus corpos desvirginados alastrados, arrastados pelo chão pedregoso, suas asas arrancadas e seus pés decepados. A branquidão de sua luz ofuscada pelo vermelho do sangue e das chamas. Vermes adentrando seus corpos enquanto eles descobrem o que é ser subjugado e arremessado numa terra onde a morte habita, mas quem reina é a vingança.
domingo, 15 de maio de 2011
Morte Eterna
Nascemos para morrer. Por toda nossa vida, nos preparamos para esse momento inóspito de solidão e de transcendentalismo. Conforme a vida progride, a morte anda lado-a-lado com ela, apontando o caminho com sua foice, esperando o momento em que tropeçaremos, para cairmos sobre sua lâmina.
Aos poucos eu fui morrendo, e morrendo... Lentamente deixando o corpo... Deixando a mente... Encontrando as Trevas, e então a luz que vem depois das Trevas, e então as Trevas que vêm depois da luz, pois é no Escuro que a mente realmente se abre.
Eu bebi do cálice dourado de sangue. Eu caminhei pelo vale imundo da morte. Eu encontrei a insanidade, o fogo, o ar. Eu encontrei um mundo ensandecido, coberto de falsas vidas, com falsos sentimentos. Sentimentos e pensamentos. O manto negro me envolvendo, e eu descobrindo a pedra da loucura, que é sempre-pulsante como só ela pode ser. A realidade se esvaiu diante de mim.
Eu morri. E agora que estou bem morto, vou começar a viver.
Aos poucos eu fui morrendo, e morrendo... Lentamente deixando o corpo... Deixando a mente... Encontrando as Trevas, e então a luz que vem depois das Trevas, e então as Trevas que vêm depois da luz, pois é no Escuro que a mente realmente se abre.
Eu bebi do cálice dourado de sangue. Eu caminhei pelo vale imundo da morte. Eu encontrei a insanidade, o fogo, o ar. Eu encontrei um mundo ensandecido, coberto de falsas vidas, com falsos sentimentos. Sentimentos e pensamentos. O manto negro me envolvendo, e eu descobrindo a pedra da loucura, que é sempre-pulsante como só ela pode ser. A realidade se esvaiu diante de mim.
Eu morri. E agora que estou bem morto, vou começar a viver.
terça-feira, 19 de abril de 2011
NUKE
Ruas radioativas infestam as cidades, infestadas por sua vez por pessoas que, em meio às explosões nucleares, fingem descobrir seu próprio núcleo. O líquido químico verde inunda os becos e calçadas, transformando todos os arredores em massa cinza, e todo aquele que anda se identifica com um zumbi. Sim, os olhos estatelados e ausentes, os movimentos moles, a boca semiaberta e uma vida sem porquê, sem motivo. A cada dia que passa, o mundo se degenera mais, ao passo em que a alma humana abandona o corpo, impreciso, desnecessário. O fim está próximo.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Saudades
Sinto falta de algo. Me sinto mais vazio. Sim, mais vazio. Me falta aquela sede de viver, de lutar por algo. Pois nem sei se esse algo ainda existe. Não encontro mais ninguém desejoso de lutar por aquilo que luto. Seriam meus ideais simplesmente vãos? Seriam eles derivados de meus devaneios? Onde estarão aqueles espíritos de outrora que tanto me ajudaram e me fortaleceram, me colocando no caminho da bravura e das incógnitas da vida? Onde está a vontade de mudança? O desejo de vingança? Onde está a lâmina que parte a carne e arranca o coração, ainda pulsante, para mostrá-lo o quê é o inferno? Onde estão meus inimigos? Onde está aquela música que comanda os homens e os animais? Que era essencial para o meu viver... Sinto falta de algo. E, se este algo existe, tenho certeza de que ele também sente falta de mim.
terça-feira, 8 de março de 2011
Geliebte Des Regens
Venha, chuva. Faça renascer um mundo em ruínas. Varra seus inimigos para longe e, em suas profundezas, bebe de seus corpos. Lava o chão, imprime uma dimensão de reflexos aqui e acolá. Pingue, respingue, caia, voe. Mude de forma, aumente, diminua. Cura e destrói. Seja você mesma, a chuva. Caia das nuvens horrendas que derrubam raios e trovões a mando dos Deuses. Acaba com a morte, e até com a vida, para um novo renascimento na aurora que talvez te siga.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Ansuzgardaraiwô II
Com dias e dias de viagem em seus corpos, a caravana finalmente consegue ver algo capaz de reluzir no escuro agradável das árvores. Uma luz aumenta sua ansiedade. Uma não, várias luzes. Aquilo que parecia ser uma aldeia, em meio à uma grande clareira, lançava seus pontos de luz nos olhos dos viajantes, deixando-os apreensivos, fazendo com que se entreolhassem, antes de seguir andando, descendo para aquela vila. Os corações batendo forte, as almas alegres. Os aldeões que os avistam convidam outros a amontoarem-se para assistir à chegada daqueles desconhecidos que, pelo visto, seriam bem recebidos naquela noite. Não só pelas estrelas, mas pelos seus semelhantes. Homens de virtude e esperança. Os olhos dos viajantes cintilaram enquanto se aproximavam das casas que os aguardavam. Entraram todos juntos na clareira com as provisões os seguindo, e pararam diante daquele que os havia visto primeiro, pois havia se adiantado, mais curioso que os demais. E mais seguro de si mesmo.
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