sábado, 26 de maio de 2012

Enter the Moonlight Gate

Tenho sofrido em silêncio. Por anos a fio, meu corpo tem sido um parasita de minha alma. O anjo dos desejos perdeu incontáveis batalhas contra a agitação da presente existência, e o ódio soube se concentrar nos túmulos mais ocultos da alma devaneante.

Com serenidade, o caminhar se apresenta sob a luz azul do céu noturno. Meus caminhos, de horizontes infinitos, levam-me à lugar nenhum. As nuvens, com suas linhas turvas, refletem em si mesmas a luz da lua, que brilha como Sirius, observando a peste que se arrasta pelo solo, conduzindo minha imagem. É neste templo maldito que consigo chegar às colunas do anoitecer taciturno, que me apresentam o castelo da tormenta, a morte da prisão, o caminho para a ascensão da alma...

Com o andar de alguém que encontra seu destino... Eu atravesso os portões da luz da lua...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

He Who Breeds Pestilence

Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações?!

Venham, espíritos infames, sádicos, nefastos! Caminhem, sigam a estrada trilhada por vossos anjos, trilhada ao arremessarem, por ordem de vosso senhor altíssimo, escondido por traz das nuvens e das espadas de seus algozes! Seja Lilith minha principal consorte, pois somos nós vítimas do mesmo destino. Seja a vingança nossa principal arma contra as hordas celestes. Anjos caídos, dormentes sob as rochas infinitas, expurgantes.

Demiurgos! Forças afogadas, renegadas no cerne das almas amaldiçoadas. Inveja! Inveja, a principal acusação, hipócritas! Dragão da discórdia, as hostes infernais subirão como a fumaça sulfurosa da acusação.

Apodrecidas, vossas almas serão meras prisioneiras de corpos imperfeitos, enquanto línguas de fogo consomem seu reino misericordioso, e seu deus é revelado uma farsa.

I was the first angel, loved once above all others... But like all true love... one day it withered on the vine...


domingo, 23 de outubro de 2011

Kill 'em All!

Escória da Terra! Raça infecta! Raiz do mal, do medo, de tudo que se fez mal e que pelo mal há de acabar. Das cinzas às cinzas. Essa é uma fênix que não renascerá! É hora de brandir as lâminas malditas. Cortemo-nos uns aos outros, fatiemo-nos uns aos outros. Empunhe sua arma e a enterre nas vísceras do seu inimigo e, ao mesmo tempo, semelhante. Se tiverem sorte, os esporos da destruição invadirão seus poros enquanto o sangue escorre pelos buracos abertos, pelos corte forçados, pelo corpo rasgado. Todos morreremos nesse dia. Anjos, demônios e, principalmente, humanos inutilizados, incapazes de serem recriados das cinzas que uma vez os criaram. Mas, no fim, todos os olhos continuarão intactos, somente para que vejam a verdade, a verdade que se encontra estampada no sofrimento da carne e do espírito. O fogo da guerra queimará sobre as fossas nas quais se encontram, e a gordura humana crepitará sob a cortina de miríades de prédios deformados e à sombra de milhares de facas canibais, prontas para abater qualquer ser inválido que fique no caminho do desespero. Não haverá risadas ensandecidas por parte de nenhum de vocês, pois vossa mente se fará negra, consumida pelos ventos tóxicos que suas próprias mentes criaram. Morramos todos! Acordem! A morte vos espera, e o sofrimento vos levará até ela...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vingança!

As Hordas Negras dos Senhores da Angústia marcham na direção dos impérios divinos. Os caninos das crituras incontáveis rasgam matéria e tempo enquanto deixam sair gritos horripilantes de ódio. Por onde passam, as trevas surgem onipotentes sobre suas cabeças e a terra se incendeia, em uma chama sem luz. Uma miríade de lanças, foices, alabardas e machados se levanta sobre a linha das cabeças dos soldados. Monstros galopam por entre seus pés, procurando seu alvo.

Eu estava lá. Eu participei de tudo. E, assim que as Hordas diabólicas passaram, nenhum anjo deixava de saber o significado da palavra dor, nem da palavra sofrimento. Seus corpos desvirginados alastrados, arrastados pelo chão pedregoso, suas asas arrancadas e seus pés decepados. A branquidão de sua luz ofuscada pelo vermelho do sangue e das chamas. Vermes adentrando seus corpos enquanto eles descobrem o que é ser subjugado e arremessado numa terra onde a morte habita, mas quem reina é a vingança.

domingo, 15 de maio de 2011

Morte Eterna

Nascemos para morrer. Por toda nossa vida, nos preparamos para esse momento inóspito de solidão e de transcendentalismo. Conforme a vida progride, a morte anda lado-a-lado com ela, apontando o caminho com sua foice, esperando o momento em que tropeçaremos, para cairmos sobre sua lâmina.

Aos poucos eu fui morrendo, e morrendo... Lentamente deixando o corpo... Deixando a mente... Encontrando as Trevas, e então a luz que vem depois das Trevas, e então as Trevas que vêm depois da luz, pois é no Escuro que a mente realmente se abre.

Eu bebi do cálice dourado de sangue. Eu caminhei pelo vale imundo da morte. Eu encontrei a insanidade, o fogo, o ar. Eu encontrei um mundo ensandecido, coberto de falsas vidas, com falsos sentimentos. Sentimentos e pensamentos. O manto negro me envolvendo, e eu descobrindo a pedra da loucura, que é sempre-pulsante como só ela pode ser. A realidade se esvaiu diante de mim.

Eu morri. E agora que estou bem morto, vou começar a viver.

terça-feira, 19 de abril de 2011

NUKE

Ruas radioativas infestam as cidades, infestadas por sua vez por pessoas que, em meio às explosões nucleares, fingem descobrir seu próprio núcleo. O líquido químico verde inunda os becos e calçadas, transformando todos os arredores em massa cinza, e todo aquele que anda se identifica com um zumbi. Sim, os olhos estatelados e ausentes, os movimentos moles, a boca semiaberta e uma vida sem porquê, sem motivo. A cada dia que passa, o mundo se degenera mais, ao passo em que a alma humana abandona o corpo, impreciso, desnecessário. O fim está próximo.